Diálogo em tempos de polarização – Soft Skills

Não tem como começar a falar em comunicação sem antes mencionar a necessidade primordial de alinhar as intenções com as suas expectativas, e quando estou falando a respeito disso quero dizer:

Intenções: Aquilo que realmente se pretende fazer, aquilo que lhe motiva e encoraja a realizar algo e atingir um determinado objetivo, suas reais emoções e sentimentos com relação ao contexto, assunto, diálogo ou até mesmo embate. Talvez a intenção muitas vezes seja inconsciente ou até mesmo desconhecida.

Expectativas: Aquilo que você espera ou supõe-se que vá acontecer, aquilo que você deseja, não como motivador, mas como resultado, aquilo que atenda de forma parcial ou total as suas necessidades.

O problema, é que na maioria das vezes estas duas partes nem sempre estão realmente alinhadas, o que causa aborrecimentos, frustrações e até mesmo conflitos pessoais, pois estão carregas de suposições, julgamentos, juízos de valor e conjecturas.

Como eu gosto de mencionar em minhas lives, formações e treinamentos:

“Não se trata dos outros, mas sim de você!”

Para lidar com situações de oposição, embate, conflito ou até mesmo de divergência, seja de ideias, valores, crenças e opiniões, é preciso construir um diálogo que possua no mínimo os 3 pilares a seguir:

Empatia e Escuta Ativa: É preciso, focar toda a sua atenção em compreender de forma genuína as perspectivas, sentimentos e necessidades das outras pessoas, mantendo-se presente, curioso e interessado, tanto com relação com o que está sendo dito, seja de forma verbal e não verbal, como com o que está de certa forma subjetivo e implícito, e desta forma minimizar as situações de tensão e construir pontes e pontos de entendimento e compreensão. É preciso exercitar a capacidade de perguntar ou invés de afirmar, ao invés de afirmar “você está muito nervoso”, questione se “a situação lhe deixou nervoso?”

Clareza e Transparência: É preciso, ser claro e direto, e para isso, é preciso eliminar suposições e conjecturas considerando que nada é óbvio demais e que tudo precisa ser esclarecido e mencionado, pois é muito comum, acharmos que estava subentendido, e deixarmos de lado, ou até mesmo, desconsiderarmos a nossa parcela de responsabilidade. Quando trazemos a tona, e compartilhamos, não somente as informações e fatos, mas também como nos sentimos com relação ao contexto, o que precisamos, quais são nossas expectativas e reais intenções, construímos um laço de confiança, respeito e vulnerabilidade, que elimina ou minimiza interpretações equívocas que somente aumentam o conflito e trazem mais clareza ao diálogo.

Flexibilidade e Adaptação: É preciso, tanto ter a capacidade de alinhar a sua comunicação, ou seja, sua postura, seus comportamentos e a sua linguagem ao contexto e indícios sociais, bem como ao público alvo ou interlocutor, como também ser capaz de adaptar e ser flexível no que diz respeito aos resultados esperados, buscando sempre os interesses e objetivos em comum, o ganho mútuo e a prosperidade e parceria de todas as partes envolvidas. Em resumo é preciso estar preparado para fazer concessões e acordos. Análise quais são as objeções e premissas envolvidas, busque os critérios de impedimento e por fim, barganhe e negocie pontos em comum.

Lembre-se que focando nestes 3 pontos essenciais, a mensagem é clara, ou seja:

“Minhas opiniões e ideias não são contrárias e nem mesmo opostas às suas, apenas diferentes, mas que podem ter resultados em comum”

Em resumo:

Escute atentamente e de forma ativa o seu interlocutor, esclareça suas dúvidas e objeções, seja clara e transparente ao expressar suas convicções e por fim esteja preparado para negociar em busca de um ganho mútuo e de interesses em comum.

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